Apoio

Fale Conosco

fechar

Associe-se

fechar

A ABAP-AL está de portas abertas para receber a sua agência como associada. Para associar-se, siga as instruções, providencie os documentos necessários e preencha corretamente a Proposta de Admissão (em anexo) . Seja bem-vindo. A propaganda brasileira fica ainda mais forte com a sua filiação.

-Declaração de compromisso com os preceitos do Código de Ética das Agências Associadas.
-Cópia do Certificado de Qualificação Técnica fornecido pelo CENP - Conselho Executivo das Normas-Padrão – (www.cenp.com.br)
-Declaração de reconhecimento do CONAR – Conselho Nacional de Auto-Regulamentação como o fórum para discussão e julgamento das questões éticas relativas à publicidade e propaganda.
-Cópia do contrato social e alterações subsequentes;
-Cópia da ficha de inscrição no CNPJ;
-Cópia da ficha de inscrição no Cadastro Municipal (registro como contribuinte do ISS);
-Declaração Substitutiva;
-Declaração de Idoneidade Financeira fornecida por 3 (três) dos principais veículos de divulgação da praça onde a agência tem sede;
-Declaração de Idoneidade Financeira fornecida por uma instituição financeira;

-Proposta de Admissão (devidamente preenchida, datada e assinada) – Clique para baixar;

Não deixe de declarar, no lugar próprio, a Receita Operativa da Agência no ano anterior. Note que Receita Operativa não é o chamado "Faturamento". A ABAP conceitua como Receita Operativa:

• Honorários de Agência
• Fees
• Receita de Estúdio

Lembre-se:
Para determinação da Receita Operativa, não são conceituadas receitas financeiras, de quaisquer espécie, lucro na venda do ativo fixo, ganhos em câmbio, aluguéis recebidos, dividendos recebidos, etc. É só aguardar: tão logo a ABAP receba os documentos da Agência, os mesmos serão encaminhados para a Comissão de Admissão e Sindicância e, uma vez aprovada, a admissão da Agência será referendada pela Diretoria Executiva.

De acordo com a informação relativa à Receita Operativa, a Agência será enquadrada em uma das 10 (dez) faixas de contribuição mensal (clique e veja a tabela).

Junto com a primeira contribuição será cobrada, da Agência, uma taxa de igual valor correspondente a joia de admissão. Todas as contribuições serão cobradas através de "boleto bancário".

A admissão da agência será efetivada tão logo a ABAP receba o pagamento da 1ª contribuição e da joia de admissão. Permanecemos a disposição para esclarecer qualquer dúvida sobre o processo de admissão.

Artigo 12 - Parágrafo 2º: Para efeito de computação de votos, considerar-se-á a contribuição social do exercício social imediatamente anterior ao da votação, cuja comprovação poderá ser feita por registro da Tesouraria ou por recibo exibido pela associada votante.
A sua documentação deve ser enviada para a ABAP-AL, que fará o encaminhamento para a ABAP Nacional.
Envie para: Rua Cel. Francisco Silva, 165 – Farol - Maceió – ALAGOAS – CEP 57050-190
Aos cuidados da Presidência da ABAP – Capítulo ALAGOAS

Criatividade é a competência do futuro

Em: 10/14/2013

Há seis anos como presidente e CCO da Grey Nova York, Tor Myhren transformou a empresa em uma das mais inovadoras do mundo – título dado duas vezes consecutivas pela Fast Company. Tinha menos de 400 funcionários quando assumiu e hoje são mais de mil. Em 2011, foi eleito pela Fortune um dos “40 abaixo dos 40” e um ano antes entrou para a concorrida lista “Creativity 50” das mentes criativas mais influentes do ano – ao lado de James Cameron, Lady Gaga e Spike Jonze. Jornalista, sempre gostou de contar histórias. Diz que a criatividade é a grande competência do futuro. Ele esteve no Rio de Janeiro para participar do Grey Group Creative Council 2013, onde concedeu uma entrevista ao propmark. Confira nesta página os principais trechos da conversa.


Myhren: queremos virar parte da cultura popular

Conselho Criativo

O encontro reúne, em geral, 15 dos melhores CCOs da Grey e olhamos o trabalho de todos os escritórios. Este foi o primeiro round depois de Cannes e normalmente é o pior, porque inscrevemos nosso melhor no Festival. É o início de um novo ano e, portanto, bem magrinho. Talvez uma mão cheia de coisas realmente boas, e o restante bom. Mas é interessante porque falamos mesmo é da cultura criativa que estamos procurando construir na Grey. Os melhores criativos da rede dão suas visões do tema, como a indústria está se transformando, de new business, como inovar mais rápido que as outras agências.

Cultura popular

No fundo, tudo vai ao encontro da criatividade. Tendo a não usar demais a palavra inovação, mas, como eu a defino, é abordar os problemas de uma maneira muito criativa. Considerando todas as novas ferramentas que possuímos no cenário da mídia – digital, mobile, social –, usá-las de maneira realmente criativa para resolver problemas e construir marcas. Em alguns aspectos tudo mudou, é novo. Mas, de alguma maneira, tudo permanece igual: ainda estamos construindo marcas. Nosso objetivo, segundo falamos no Conselho, é colocar nosso sarrafo no nível dos “famosos”. Queremos que nosso trabalho se torne famoso, queremos nos tornar parte da cultura popular, dos programas de TV matutinos e noturnos, no rádio, em bate-papos das pessoas durante seus jantares ou nos bares. Queremos que as pessoas falem das nossas marcas. Esse é o Santo Graal do nosso negócio. Quando você atinge um nervo da cultura popular, ganha como agência, como marca, todos ganham. Inovação, claro, tem seu papel em tudo isso.

Vocação

Eu me considero muito sortudo porque tive pais que estimularam muito minha criatividade. Nunca colocaram barreiras e, na realidade, cultivaram minha criatividade em cada fase da minha vida. Frequentei uma escola montessoriana e desde pequeno pude pensar de maneira muito livre. Uma das coisas que meu pai sempre me disse é que, quando se faz algo por dinheiro, nunca se amará o que faz. Mas, quando se faz algo por amor, provavelmente ganhará dinheiro com isso. Sempre tentei seguir meu coração. Sempre quis escrever, inventar coisas, criar mundos, contar histórias.

Jornalismo

Sempre quis ser jornalista. Quando saí da faculdade fui trabalhar num jornal diário. Acabei saindo porque meu trabalho não era muito criativo, era muito regrado e formatado. Quando descobri a propaganda, aos 23, 24 anos, me tornei estagiário em Denver, no Colorado – de onde venho. Na época eu já escrevia poesia e contos, era meu material. Na ocasião, o diretor de criação me disse: “Você sabe escrever, mas não significa que sabe escrever propaganda”. Depois fui para Los Angeles e acabei indo para Nova York. Essa semana completo seis anos na Grey.

Estímulo

Algo que fizemos em Nova York e estamos levando para outros escritórios ao redor do mundo – como São Paulo, por exemplo – é colocar um foco singular na cultura criativa da empresa como um todo. Eu acredito em cultura. As pessoas perguntam se a cultura comanda o trabalho ou se o trabalho comanda a cultura. Eu acredito que a cultura rege o trabalho e para fazer trabalho consistentemente bom é preciso ter uma boa cultura. Tem que estar no DNA do lugar. Você tem que entrar na atmosfera criativa de uma empresa todos os dias, ser inspirado por ela, estimulado por ela. Trabalhamos duro nessa cultura, para fazer com que qualquer pessoa, não importa em que departamento esteja, saiba que seu trabalho é de natureza criativa. O que significa resolver problemas de maneira criativa para seus clientes e marcas para as quais trabalha.

Contrate os melhores

Não criamos muitos títulos de funções estranhos, ficamos longe dessa tendência. Como no esporte, em que o treinador diz “contrate os melhores atletas”, mesmo que eles não sejam perfeitos para determinadas posições. Procuramos fazer o mesmo, adotamos essa filosofia na propaganda. Tento contratar as melhores pessoas, ainda que não sejam perfeitas para determinadas posições, mas quero absorvê-las no meu sistema, encontrar um bom lugar para elas. Às vezes contrato pessoas de outras agências, ou mesmo outras indústrias, mas não adotei nenhum sistema muito diferente de contratação.

Prêmio para o fracasso

Criamos na Grey um prêmio chamado “heroic failure award” (em tradução livre, “prêmio para um fracasso heróico”). Em quatro anos entregamos sete prêmios. A maioria das empresas no mundo pune quando se assume um risco. Empregados têm medo do risco porque podem ser demitidos ou se encrencar. Trabalhamos na indústria da criatividade e se você olhar para as empresas realmente bem-sucedidas verá que assumem riscos o tempo todo e são muito criativas. Acreditamos que assumir riscos sem o medo do fracasso assombrando o tempo todo permite explorar lugares na sua mente e no mundo criativo em que jamais se chegaria. Quando se faz isso às vezes se chega a um hit estrondoso – ou a uma grande confusão. Quando alguém tem uma ideia genial, que amamos, e ela simplesmente não se realiza como o esperado – perdemos a concorrência, dinheiro, o cliente –, damos o prêmio. Porque queremos que a pessoa saiba que nós acreditávamos ser uma grande ideia, uma ideia corajosa.

Reuniões

Todas as quintas-feiras, das 9h às 12h, é proibido fazer reuniões na Grey NY. Nossos clientes sabem disso, no calendário digital está bloqueado, não é possível. Você usa essas três horas para criar, inventar, resolver problemas. Muitas vezes você entra em um túnel e fica tão mergulhado em algo que está fazendo que não consegue sair. É bom saber que naquela manhã em particular você irá para o trabalho e não terá nenhuma reunião. Recomendo isso para qualquer empresa.

Prêmios

Nossa ênfase é no trabalho que se torna famoso. Tivemos campanhas que se tornaram extremamente famosas, no entanto, não conquistaram nenhum prêmio. O mais importante é que se fale sobre um trabalho no mundo real e não na comunidade criativa. Isso é grande. Dito isso, Cannes é importante sim, e prêmios em geral são. Não somos fanáticos por prêmios, como grupo. Esse ano foi nosso melhor em Cannes: a rede conquistou 36 Leões. Prêmios importam porque os clientes estão indo a festivais como Cannes e os valorizam, estão atentos, sabem quem está ganhando, quem não. Importam porque atraem talentos, gente que quer trabalhar em lugares criativos, crescer, ganhar mais prêmios.

Desejos dos clientes

Clientes querem integração, entendimento das ferramentas de mídia, velocidade de ideias, de execução e agilidade. E mais do que tudo, criatividade. Mas nem sempre foi assim. Muitas vezes os clientes queriam escala de mídia. Hoje, se você não tiver uma boa ideia, o mundo vai ignorar você. Porque ele pode. Antes, não era possível ignorar. Não dava para “acelerar” um comercial na TV. Acredito que criar trabalhos que atraem a atenção das pessoas é mais importante no nosso negócio do que nunca. A ênfase é colocada no produto criativo.

Longevidade

Ouvimos muito de outros clientes: “Onde está nosso bebê do e-trade?”. Abrimos mão da conta esse ano, mas a campanha se manteve por seis anos. Seis anos com um único personagem: o bebê. O que é raro e maravilhoso. Tenho muito orgulho dessa campanha porque ela foi muito ousada em uma categoria em geral chata, que é mercado financeiro. Teve fôlego. Mas acho que ficou sem combustível. Tivemos uma relação maravilhosa de seis anos com o CMO da empresa, que saiu. Não nos pareceu que valesse a pena ficar, depois disso. Quando se tem uma boa ideia clara, e que as pessoas amam, sobrevive-se, como nós sobrevivemos a várias mudanças de CEOs, por exemplo.

Campanhas famosas

Sempre foi difícil criar uma campanha que funciona em todas as culturas. Talvez tenha se tornado mais fácil hoje, porque o mundo está menor. Apesar de todas as diferenças, creio que também estamos compartilhando mais coisas do que nunca, graças à revolução digital. Um bom exemplo disso é nossa maior conquista esse ano e certamente nos meus seis anos de Grey, talvez na história da agência, que foi a conquista da conta da Gillette (P&G). Foi a maior concorrência do mercado americano esse ano. O que eles queriam era uma ideia global, que funcionasse em todos os mercados. Vai se espalhar pelo mundo no próximo ano, inclusive no Brasil. Eles estão trabalhando com o conceito “O melhor que um homem pode ter”. Como levar esse conceito para homens ao redor do mundo? Foi um grande desafio, mas estou muito orgulhoso do resultado. A chave para uma grande ideia global é a simplicidade.

Melhor ano

Este foi o melhor ano da agência tanto em crescimento quanto do ponto de vista criativo. Muitas campanhas entraram para a cultura popular, ganhamos mais Leões em Cannes do que em qualquer ano. Eu diria que HSBC e Gillette foram nossas maiores conquistas globais. O que é bacana é o nível do trabalho. Em Nova York houve uma renascença, que ainda está acontecendo, e a empresa está indo bem nos últimos anos. Mas o que é interessante para mim é ver a mesma renascença ocorrendo em outros escritórios da rede, como o de São Paulo. Estamos muito otimistas.

Marcas mais humanas

É uma tendência trabalhar causas no marketing das marcas. Pessoalmente considero uma boa tendência. E que veio para ficar porque o que o crescimento do digital trouxe foi a ampliação da transparência entre grandes corporações, o que nunca ocorreu. Se fizerem besteiras, aparecerão na internet. Não se consegue mais esconder os erros. Claro que é preciso fabricar bons produtos. Mas há muitos bons produtos, e muito parecidos entre eles. É possível saber quase tudo sobre as empresas hoje em dia. As pessoas buscam se aproximar de empresas que têm valores semelhantes aos seus. Não há nada errado em uma empresa mostrar sua alma ao público. É bom. Haverá novo padrão, nova ética, novas práticas de negócios envolvidos. Me parece bom. Mas sejamos honestos: no final do dia, estamos vendendo produtos. E temos que demonstrar sua superioridade.

Trabalho e lazer

Propaganda é um trabalho muito absorvente e dificilmente se vai para casa e se consegue desligar. A mente criativa trabalha o tempo todo. Na minha visão, para ter sucesso, é preciso amar o que se faz. Amar o processo, não o resultado. Porque o processo é o que se faz diariamente. Se você ama o que faz, sim, trabalhará até tarde de vez em quando, mas não se importará. É claro que é preciso sair, viajar. Porque isso abastece com ideias. É um dos motivos que me faz adorar viver em Nova York. Todas as vezes que ando pelas ruas há muita inspiração, é incrível. Também caminho todo sábado com minhas filhas no Central Park. Vivemos em um mundo muito acelerado, trabalhamos em uma indústria muito ocupada, com expectativas que aumentam a cada dia, é preciso que cada pessoa encontre seus momentos de “escape”, sejam físicos ou mentais, quando se limpa a mente e se consegue ter ideias verdadeiramente criativas.

Documentários

Sempre fiz muitas coisas além da propaganda. Gosto de trabalhar com documentários, fiz um que a ESPN comprou, é meu lado jornalista trabalhando. Não tenho nada programado no momento.

Vietnã e NY

Nova York é minha cidade favorita no mundo. Mas gosto muito do sudeste da Ásia, passei muito tempo no Camboja, no Vietnã, Laos, Tailândia. É uma região mágica do mundo, as pessoas são doces, têm grandes corações.

O futuro

Não sei se me vejo trabalhando em propaganda no futuro. Acho que vivemos o momento mais interessante da indústria com todas as mudanças, possibilidades, o espaço digital, o crescimento massivo das mídias sociais. É fascinante e mal começamos a explorar o mundo mobile no nosso negócio, por exemplo. Isso torna este o melhor e mais dinâmico momento do nosso negócio, historicamente. Mas o que eu amo é contar histórias. Esta ainda é a coisa mais poderosa a ser feita em propaganda e por uma marca. Essa história pode ser vista em diferentes mídias. Ainda é preciso ser capaz de contar boas histórias para obter sucesso.

Fonte: PropMark